segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amor de Pai

Você já reparou como os pais são mais discretos na expressão de amor pelos filhos. Os abraços são mias discretos, os beijos, os elogios... salvo algumas excessões os pais são muito mias comedidos que as mães. E sobre isso pensei em meu próprio pai:
Pedreiro, nascido em vilarejo pobre de pescadores e marisqueiras da região, onde teve pouca oportunidade de estudo, mas desenvolveu um espírito guerreiro de batalhar pela melhoria de vida.
Hoje, microempresário, pai de cinco filhos, expressa seu amor da melhor forma que pode - pelo que pode proporcionar. Custeando faculdade, ajudando na construção de casa, nas compras do mês... o que lhe falta em tato para abraçar, lhe sobra em vontade de ajudar os que querem ser ajudados.
Pai, herói, professor, por vezes vilão, por vezes mocinho, sempre pai. =)

Seu amor, velado no silêncio, cresce a cada realização: na loja maior, na casa maior, no que quer deixar para os filhos que tanto ama.
Aos filhos, não cabe julgarem se é certo ou errado dar presentes no lugar de abraços. Cabe-lhes discernir ode está a resposta a um amor tão singular. Amor em atos, Amor de Pai.

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