quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cobras na Estrada

Não sei quantos tiveram oportunidade de ver uma cobra tentando dar um bote em um carro em movimento, em plena estrada. Esse final de semana eu tive essa experiência. E você já se viu ouvindo uma conversa como se não soubessem que você estava ali? É, também tive essa experiência. Duas experiências diferentes, mas que entre si tem semelhanças.

Tanto cobras quanto homens tentam picar por defesa. Enquanto as cobras se defendem de um verdadeiro predador, os homens atacam uns aos outros, como se fossem predadores.
"Você é baixinho", "você é feio", "você é pobre" .... e todas as ofensas que procuram atingir os semelhantes, denegrindo-os.
"Quando os argumentos se esgotam, começam as ofensas".

Oportunista, parasita, demagogo, são todos atributos de um mesmo grupo de pessoas. Um grupo que usa seu poder de influência para alcançar seus objetivos, visando o bem próprio em detrimento de outrém.
O parasita e a cobra são tipos que podem congruir em um mesmo individuo. Seja ele quem for, não é uma boa companhia para viagens. Ainda mais se tiverem cobras na estrada.
"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Inseguro ou Incoerente.

Não é difícil achar pessoas inseguras no dia-a-dia. Elas estão em todas as classes, em todos os lugares e podem ser facilmente percebidas em momentos de testes. É tão habitual que até parece natural, mas será mesmo? A insegurança é natural? Ou ela está associada à outro problema, muito maior, por sinal?
Tive a oportunidade de ouvir um debate/conversa sobre Coerência. O foco era "Coerência na Vida Cristã", mas alguns aspectos que abordaram ( se não, todos) são aplicáveis À toda nossa vida. Um dos assuntos que mais me chamou atenção na conversa foi a relação entre coerência e segurança e, consequentemente, incoerência e insegurança.

A Incoerência é a falta de nexo, a falta de uma ligação harmônica entre o que se diz e o que se faz (chamemos de incoerência tangível), ou entre o que se faz e o que se pensa (chamemos de incoerência sentida). Seja qual for, a incoerência é uma falta de fidelidade aos próprios valores. O que nos leva a um sub-problema: em uma sociedade com valores cada vez mais degradados, como cultivar coerência? Como o que eu penso, digo e faço podem seguir uma linha lógica se não há fidelidade ao que eu penso para que eu seja fiel ao que digo e também ao que faço?

São três níveis a serem observados: pensamento, palavra e ação. A incoerência sentida é pessoal; está ao nível dos pensamentos, então só quem é sabe que é. Já a incoerência tangível é diferente, está num nível visível, nós podemos claramente ver ações que não correspondem à palavras. Indivíduos que falam (e falam muito), mas não fazem (ou fazem muito pouco).
A insegurança ( seja por incerteza ou fraqueza moral) quanto ao que se pensa gera uma incoerência quanto ao que se diz. E no efeito dominó, gera uma incoerência quanto ao que se faz.
A raiz da incoerência é a insegurança, então o que fazer? Se ponderarmos o que pensamos, ponderaremos o que dizemos e ponderaremos o que fazemos. O efeito dominó não é apenas negativo. Se os pensamentos forem mais trabalhados, mais alicerçados, melhor desenvolvidos, todo o resto seguirá melhor.

As pessoas serão coerentes se não aprenderem a pensar de forma coerente.
O alvo de nossa Coerência não deve ser "não errar", mas é errar cada dia menos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Não traia a confiança de alguém

Saint-Exupéry já disse : "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" e eu acredito que as expectativas não são casuais; elas são alimentadas por impressões que causamos. Se alguém espera que eu seja confiável é porque dei a impressão que sou confiável.
Ora, por que trair as boas expectativas, então? Por que manchar a boa fama? Se dou a impressão de ser digno de confiança, por que não continuar sendo? Ou até, por que não passar a ser? É tão ruim rejeitar a falsidade em um mundo de verdades relativas, ou permanecer com a justiça em um mundo corrompido?

"O mundo é dos espertos", já me peguei dizendo algumas vezes. É triste dizer que quando o senso comum define esperteza como a "capacidade de tirar proveito de uma situação para o proveito próprio", palavras que também definem "inescrupuloso". Ser esperto é não ter escrúpulos? Desde que a falta de escrúpulos passou a ser aclamada, sim!
Passamos a naturalizar a impunidade e chegamos ao extremo de nos regozijar com ela. Passamos a achar que estamos certos em ser desonestos com os que são mais desonestos que nós, achar que um erro acobertado não traz grandes problemas e que "os fins justificam os meios".
"O que há? Todo mundo faz!", "Se eu não fizer, outro faz", "Não há grande mal nisso, é só um atalho". Procuramos "atalhos" para chegar aos nossos objetivos e se esses atalhos passarem por cima da cabeça de nossos semelhantes, não nos importamos mais. Afinal, queremos ser espertos.

Pare um momento! O que você já fez em busca de "um lugar ao sol" ? Quantos atalhos percorreu e quantos ainda tem em mente? Faça a diferença. Em si, no próximo, no mundo... Busque o caminho mais longo se esse for o mais integro. Não tenha medo de andar.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Coisas que aprendi hoje 6/10

Escrevendo dois dias seguidos? Para os últimos tempos, isso é uma novidade.
Senti vontade de voltar a escrever, a questionar, expressar e, quem sabe, ajudar alguém.
Ainda não acabou o dia, mas um caso curioso aconteceu: Eu tenho um ótimo professor, mas com sérios problemas de caráter. Pode parecer impossível, mas essas duas caracteristicas pertencem à mesma pessoa.
Pode parecer pesado falar em "problemas de caráter", mas o que é caráter? Uma rápida procura no Google me leva a um conceito generalista de caráter como "um sinonimo de personalidade. sua maneira estereotipada de agir e reagir". Eu, particularmente gosto de chamar caráter de "hábitos enraizados". Por isso digo que vejo um sério problema de caráter na pessoa em questão: o hábito de menosprezar o próximo. O meu irmão diz que "o homem é soberbo por natureza". E eu concordo que nós temos o costume de olhar primeiro o nosso lado da história, de acolher o que nos é conveniente e rejeitar o próximo. Assim, esse "hábito enraizado" é muito mais comum do que parece.
Um primeiro observador dirá: "Pessoas assim são covardes. Se acham muita coisa e menosprezam os outros, apenas por terem poder na mãos". E esquecerá completamente da qualidade. Ser um bom professor é saber passar o que sabe da melhor forma possível. Ser uma boa pessoa é saber passar o melhor de si.

Minha opinião crítica: Alimentar a vaidade humilhando os outros, mostra o quão frágil é a auto-estima, já que por trás de toda a soberba há insatisfação (e/ou insegurança) consigo. A necessidade de ter sobre si atenção, diminuindo o outro para parecer maior, é apenas reflexo da insegurança e insatisfação.
Um hábitos enraizados tem solução; só é necessário achar o jardineiro certo.
O tempo? Ele deixa marcas profundas, dolorosas, mas costuma capinar muito bem.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Coisas que aprendi hoje

Deu uma vontade de voltar a aescrever no blog. Vai saber... Melhor aproveitar enquanto a vontade existe.
Lendo trechos de um livro, vi uma tecnica interessante de melhora do caráter: Repensar o dia.
Ao fim do dia, devo repassar os acontecimentos. Pausar em alguns que me chamam mais atenção e tentar retirar o maximo possivel. E assim farei. Não sei com que frequencia, mas farei.

* Nem todas as piadas devem ser feitas. Algumas brincadeiras não são bem vistas. Por mais engraçadas, são impertinentes e devem ser suprimidas.
* Não perca a chance de ser solidário. Por menor que seja o ato, deve ser feito para a bem de outrem.
* Abrace como se fosse o ultimo abraço. Um abraço tem o poder de mudar o dia, use esse poder.
* Seja crítico. Crítico, não impertinente. Olhe, analise, pese os prós e contras. Avalie e avalie-se.


por hoje é só, pessoal. /pernalonga