Saint-Exupéry já disse : "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" e eu acredito que as expectativas não são casuais; elas são alimentadas por impressões que causamos. Se alguém espera que eu seja confiável é porque dei a impressão que sou confiável.
Ora, por que trair as boas expectativas, então? Por que manchar a boa fama? Se dou a impressão de ser digno de confiança, por que não continuar sendo? Ou até, por que não passar a ser? É tão ruim rejeitar a falsidade em um mundo de verdades relativas, ou permanecer com a justiça em um mundo corrompido?
"O mundo é dos espertos", já me peguei dizendo algumas vezes. É triste dizer que quando o senso comum define esperteza como a "capacidade de tirar proveito de uma situação para o proveito próprio", palavras que também definem "inescrupuloso". Ser esperto é não ter escrúpulos? Desde que a falta de escrúpulos passou a ser aclamada, sim!
Passamos a naturalizar a impunidade e chegamos ao extremo de nos regozijar com ela. Passamos a achar que estamos certos em ser desonestos com os que são mais desonestos que nós, achar que um erro acobertado não traz grandes problemas e que "os fins justificam os meios".
"O que há? Todo mundo faz!", "Se eu não fizer, outro faz", "Não há grande mal nisso, é só um atalho". Procuramos "atalhos" para chegar aos nossos objetivos e se esses atalhos passarem por cima da cabeça de nossos semelhantes, não nos importamos mais. Afinal, queremos ser espertos.
Pare um momento! O que você já fez em busca de "um lugar ao sol" ? Quantos atalhos percorreu e quantos ainda tem em mente? Faça a diferença. Em si, no próximo, no mundo... Busque o caminho mais longo se esse for o mais integro. Não tenha medo de andar.
Há 17 anos

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