quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

À Capital - 3

Realmente, não estou afim descrever sobre a primeira ida, desse ano.
Mas sobre a terceira:

Mais uma vez tive que ir à Capital.
Dessa vez tive de desmarcar até consulta ( para descobrir que o médico não ia estar mesm..aff).
Viagem marcada para 3h da manha. Quase tudo pronto, ultimas horas em casa, fui dormir. ( às 23:00). De repente, uma luz na cara, minha mãe entra no quarto apressada: "Vamos, o carro já está aí na porta". Eu ainda um pouco lerdo, às 2h da manhã, pergunto: "Não só íamos 3h?". Resposta muito explicativa: "Vamos, vamos, o carro já está na porta!"

Saí da cama feito uma bala, peguei a roupa que já estava separada, fiz o máximo que pude, mas ainda saí sem comer NADA.
Tinha comido por volta de 21:30 do dia anterior. Tava com fome, mas não tinha tempo para comer. Embarquei! Carro já ocupado, os melhores bancos tinham sido tomados. Fui movido para os penúltimos bancos. Irritado ( detesto ser acordado com pressa), com fome, desconfortável em um banco dobrável. O carro estava barulhento, mesmo com o rádio ligado, eu não conseguia ouvir as musicas. Nada de vaga-lumes gigantes, musicas redundantes. Uma viagem chata.
Aproveitei algumas musicas o máximo que pude. Cansei, dormi.
Acordei no meio do caminho para o ferry. O carro começou a parar. Um mato alto de um lado, um mato alto do outro lado. Tudo escuro, apenas a lua insistia em sorrir. O Carro morreu por alguns segundos. Voltou. Fez que morreria de novo. Calmei e Deus me ouviu. Seguimos viagem. Dormi de novo.

Quando acordei já estava no ferry. Os portões já estavam abertos, não deu para sair do carro e contemplar o céu.
Subimos no ferry, não quis sair. Ainda irritado, já esquecendo a fome. Vi Salvador brilhar de longe. Uma imagem digna de foto. A beleza da noite se fez presente até ali.
Dentro do ferry, uma marola insistente. Vai para cá, vai para lá. O barco balançava. Por "sorte" (eu chamo de providencia, entendam como quiserem) eu estava vazio, tanto em mente, tanto em estômago.
Dormi.
Quando acordei, estávamos saindo do ferry. A noite se rendia ao dia. Salvador começava a acordar.

Continuei olhando a cidade.
Parei perplexo: "Igreja Ecumênica da Religião de Deus"
O que será isso? Quem quiser que veja o link.
Eu li, mas fiquei me perguntando. Se é "ecumênica", por que "igreja"? E aqueles que usam salão? E os da sinagoga? (não quero ser chato, mas há religiões que podem se ofender! Deixaria de ser "ecumênica"). Deixando essas questões de lado.

Segui ao meu destino. Um Hospital. Não, nada comigo. "Minha mãe precisou fazer exames de verdade numa cidade de verdade."[/alfinetada]
Descobri que posso utilizar o tempo que fico esperando minha mãe para atualizar o meu ano bíblico. Li 13 capítulos só pela manhã. Finalmente pude sair do hospital.
Enquanto aguardava um carro que me trouxesse de volta à Valença. Eis que vejo um médico. E ele derrapa bem na minha frente (me controlei!). Ao voltar, o médico passou pelo mesmo lugar. Ao olhar para onde caiu, diz em voz baixa "Listra assassina!". Aí eu não me dei. Tive que rir. xD

Acabados os meus afazes na capital. Peguei o carro e... dormi.
acordei no ferry ( agora mais bem humorado e disposto à sair do carro), fiquei tentado a comer uma coxinha com recheio de fango e catupiry. Uma voz me dizia: "Não coma!" Não comi. Não me arrependo. Não gosto de comer em viagens. Voltei ao carro. Mas estava com fome e resolvi comer alguns biscoitos que deixei para depois. Mas ainda queria algo diferente. Vi um sorveteiro passando. Dessa vez consultei à Deus e ouvi a mesma voz dizendo, "coma".
Pedi um copo de sorvete "misturado", creme com passas e mangaba. Acho que o sorveteiro se apegou ao "misturado". Não conseguia saber onde começava o creme com passas ( de passas duras) e onde começava mangaba. Comi a mistura. Estava bom.

Após o sorvete comecei a observar o povo. Estava tocando uma música de Paulo Ricardo, e outra e mais outra e mais outra. Gente! Desde quando essa cara tem tanta música. O pior é que ele deve ter marcado a vida de quem tava no ferry. Era gente cantando, fazendo batuque. Vixe. O cara trocou para Raul Seixas. Ele pode ter sido um cara legal, mas suas músicas eram com certezas inspiradas pelo inimigo de Deus. Cada letra arrepiante.

No tempo certo, saímos do ferry. Dormi! Dormi, dormi, dormi. Nunca dormi tanto no ferry. Dormi mais do que quando viajei para Porto Seguro no ano passado. Tinha ficado a noite inteira acordado e dormi no ónibus. O que me rendeu fotos r-i-d-i-c-u-l-a-s.
Pois bem, dormi como pude. Com a cabeça para um lado, com a cabeça para o outro, com a boca aberta, com a boca fechada, com o pé certo, com o pé torto, bom o braço apoiado (o que deixou ele dormente), com o braço solto.
Foram 3h e 30min (aprox.) de muito sono. Sentado, aff, muito tempo sentado.
Quando saí do carro minhas nádegas tavam doídas.
Mas sobrevivi!
"

Nenhum comentário: